Lembro-me perfeitamente porque foi hoje, do dia em que me atrevi a voltar a sonhar com viajar. O dia estava quente, numa ilusão primaveril de meio de fevereiro, as duas máquina de roupa lavadas à pressão de segurar a miragem intermitente secaram rápido, e a poupança de tempo passado na lavandaria a secar a 90 graus sintéticos cedeu tempo ao sonho para formar uma intenção num futuro longínquo. Ir ou não ir, nunca foi a questão. Que a chuva de amanhã não varra impiedosamente a visão de querer viajar, na metáfora atrevida da esperança num futuro mais livre.